Não li nem quero ler

A crítica é cerrada. Faça o mesmo. (naolinemqueroler@sapo.pt)

Sexta-feira, Setembro 22, 2006

COMUNICADO extraordinário da Assembleia dos Redactores:

O Sr. Fernando Venâncio apesar de ter "gostos" dúbios, (mas cada um faz o que pode para financiar o seu ganha-pão), o "Não li nem quero ler" está estupefacto com a explosão gerada no seu blog, Aspirina B.
Uma bola de neve quando desce uma montanha tem tendência a aumentar de tamanho. E os redactores apoiam muitos destes comentários: que VENHA ESSA "REVOLUÇÃO" ou esse MANIFESTO ANTI-PSEUDO INTELECTUALIDADE!!! (pois já parece ser uma classe instituída na arte, particularmente na literatura).
Os redactores estarão na fila da frente...

11 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Espreitei para "ver" a palavra escrita com imagem: c'a merda! A dona Teresa deve ter dado o serviço ao parolo do husband-in- Las Vesgas... Mete-se umas tetas, não tretas, mas também, pelo meio e carne celulítica q.b. e deve haver quem mame: mama? E até quando a mediocricidade venderá? Com tanta pessoa a escrever bem, não me incluo, porquê persistir nos mesmos erros? A imagem vende. E a palavra? Porque se continua a maltratar a palavra? Senhores redactores cada vez percebo melhor a lógica deste blogue... É qu'esta merda pode gerar frustrações em gerações futuras!

Sex Set 22, 10:41:00 PM  
Blogger TMara said...

a criação de uma "bola de neve" é um curioso fenómeno. espero e observo-a a crescer.
Estranhas e imprevisíveis coisas as geranm por vezes.
Bom f.s.
Bjs.
Luz e paz em teu caminhar

Sáb Set 23, 02:22:00 PM  
Anonymous Anónimo said...

"O meu Verão passou-se em fervorosa releitura dos meus dois autores preferidos: o divino Marcel e o divino Thomas". Podia começar assim uma redacção da antiga quarta classe de um menino sobre-dotado. Nada mais enganador. A frase pertence a Frederico Lourenço, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, escritor e tradutor de clássicos. Vem na sua coluna habitual no suplemento "6ª" do Diário de Notícias. Lourenço adquiriu notoriedade com as suas traduções da Odisseia e da Ilíada- parece que, afinal, discutíveis - e com a sua trilogia "Pode um desejo imenso" ("Pode um desejo imenso", "O curso das estrelas" e "À beira do mundo"), tudo dos Livros Cotovia. De tal maneira que a editora pôs cá fora recentemente estes "romances" em forma de um, com o título do primeiro. Lourenço, graças à referida trilogia, a uma "autobiografia" - "Amar não acaba" - e à sua idade, tornou-se numa espécie de ícone de uma geração homossexual chique, geralmente mal resolvida e mal fodida, que se revê nos delíquios insuportáveis da sua escrita. Verdadeiramente, Lourenço integra uma categoria de escritores que praticam aquilo a que eu chamo "a escrita maricas". Esta "escola" inclui vários tipos de escrita - poesia, romance ou ensaio - e não deve a toponímia às opções sexuais de quem a pratica. Releva antes da forma como os autores e as autoras expõem as suas "ideias" (quando as têm), tornando muitas vezes rísivel ou soporífera a respectiva leitura. Aliás, e como escreve o Eduardo Pitta no único texto sério que conheço sobre a matéria, "literatura homossexual é um pleonasmo". E continua. "O que sempre houve é literatura feita por homossexuais, a qual, com carga erótica ou sem ela, não tem sido coutada de escritores homosssexuais. Jorge de Sena era heterossexual. Henry James e Evelyn Waugh são notoriamente ambíguos (a despeito da juventude sparkling do segundo). E Luiz Pacheco? Discurso directo: "Gostas de broche? - pergunto e encaro-o [...] e pela primeira vez noto como me apetecia aquele corpo, ser dono ou servo daquele aparato movediço de carne, pele, ossos, pêlos, força". Não vale a pena extrapolar, mas a figura do magala é com certeza um fantasma português." (in "Fractura, A condição homossexual na literatura portuguesa contemporânea", Angelus Novus Editora, 2003). Ou seja, tal como eventualmente a sexualidade é indivisa e só o objecto a quem ela se dirige pode ser de uma ou de várias naturezas, também não me parece que subsista uma "escrita" marcadamente sexista enquanto tal. Basta ler os romances autobiográficos de Henry Miller para entender o que pretendo exprimir ou mesmo a prosa violenta e "anti-maricas" de Jean Genet. Entre nós, onde normalmente se vive de leve, se escreve de leve e se morre de leve, como Eça dizia de Júlio Dinis, a tendência é sempre a mesma: afastar a vida e a realidade de tudo o que possa perturbar a pequena cabeça do putativo leitor. Ora a verdadeira literatura - mesmo, ou sobretudo, a de Proust que Lourenço refere - é um parto doloroso e uma morte mais do que anunciada. Não existe literatura inocente, a tal da "arcádia" a que alude Lourenço. Sem querer repetir clichés conhecidos - de Bukowski a Pasolini - toda a grande literatura tem de passar pelos "ciclos" que simultaneamente a redimem e a perdem: o do sangue, o do esperma e o da merda. Proust, que uma passagem da sua Recherche fez rir Frederico Lourenço na Meia-Praia de Lagos, fechou-se num quarto para escrever o que escreveu. Por assim dizer, saiu-lhe do coiro, da forma mais dolorosa que possamos imaginar. Não se pode falar da vida que emerge da verdadeira literatura com entrefolhos, punhos de renda ou lápis-de-cor. Frederico Lourenço podia ter terminado a sua "autobiografia" com a frase "tudo na vida tem o estigma da caducidade". Só que não resistiu à "arcádia" e perpetrou uma vulgaridade: "só amar não acaba". Um "escritor" que não entende que "amar" pode nem chegar a acontecer, é porque, por exemplo, não sabe ler os seus "divinos" Marcel Proust e Thomas Mann.

PORTUGAL DOS PEQUENINOS, posted by João Gonçalves at 23.9.06

Sáb Set 23, 04:43:00 PM  
Anonymous Artemísia said...

Até concordo com uns certos preciosismos piegas de mancebo gay. Que os gays julgam-se mancebos, per omnia.
Mas, pelos deuses, não o ponham em listas ao lado de chicos-espertos iletrados tipo Reis-Sá, valtéricos ou apeixotados.Não são farinhas do mesmo saco.

Dom Set 24, 03:41:00 AM  
Anonymous Anónimo said...

Mas que mutismo!
Não me digam, redactores, que foi aí a polícia de costumes, apreender-vos o computador?
A.

Seg Set 25, 07:45:00 PM  
Anonymous escritor perseguido said...

Mas quem foi?
Resuscitou a KGB? A Pide/DGS? A Stasi?
Ou serão mesmo obras da CIA?
Proponho uma petition-on-line a favor dos silenciados "redactores".

e. p.

Ter Set 26, 07:14:00 PM  
Blogger sexlibris said...

Não será necessário silenciá-los, o "hot spot" está a perder toda a febre a fervura.
Mas..., que sei eu?
Podem afinal estes redactores ser criaturas super-poderosas, e voltarem a reaquecer o spot para nele virmos consolar o nosso rabinho frio?

Sou um animal de carga, é necessário ser-me explicado o manifesto:
- Faça o mesmo; faça o quê? Não leia nem queira ler? É essa a prescrição? Consequente à afirmação "a crítica é cerrada", faça o mesmo?, cerrar a crítica?, criticar cerradamente?, ou - voltando atrás - não ler nem querer ler?
Compreendam, eu até borro a fralda de assombro perante a vossa altíssima educação: Cervantes, Sterne, Yorick, Baudelaire, Wimsatt & Beardsley, e mais copy/paste pelo blog fora; "vossemecês" são leitores de muito peso, demasiado peso, insuportável peso; o insuportável tresanda a dor de cotovelo, mais fedorenta pelo mau cheiro de invejar o sucesso de um mau escritor, ou um pouco melhor do que isso, ou muito melhor do que isso, ou excelso, ou o-puta-nobel-acima-de-qualquer-puta-nobelesca-apreciação. Foudasse, merdadasmerdas, este meio paraliterário é um ninho de vespas e cobras recomendável a quem já tenha a pior das qualidades de vida. Um gajo lança um livro (contra uma parede), e já merece a raiva da crítica, o ódio do trade, e vai ser apedrejado até reconhecer a sua tremenda imbecilidade e queimar toda a obra (perdão, Senhor e senhores) dispersa.

Agora que já desabei todos os meus feios juízos de valor, tenho de reconhecer algum gozo em visitar este fogareiro. Como nada escrevi (ainda..., qualquer dia lanço também um livro..., enfim, rewind, repeat, coitada da parede) e não disponibilizei mais do que estas linhas à asfixia da má-autoria, vou-me divertindo enquanto a caça às bruxas sacrifica entes desconhecidos, pouco queridos, ou com trabalho estimável; afinal, aqui o gozo é mais a descarada execução da persona pública, e não da valia do seu trabalho, ou é-o epenas em abstracto: o tipo é mau porque sim...

Ter Set 26, 10:42:00 PM  
Anonymous redactores said...

Caros leitores A. e escritor perseguido de facto a brigada dos costumes passou por cá. A um dos redactores levou o computador e, ao outro, o polegar.
Mas não há nada como arranjar outro computador e ao outro, afinal, ainda lhe restam nove dedos.

Quanto a si, caro leitor sexlibris, apesar de não concordarem com algumas das suas criticas, os redactores gostaram bastante do seu comentário. Volte sempre!

Ter Set 26, 11:41:00 PM  
Anonymous Anónimo said...

A montanha pariu um rato ou um rato mandou para a p... que pariu o rato? Vão-se os dedinhos fica o quê? Vão-se as teclinhas e... Ai, redactores, redactores, afinal não devia ter lido o que nada tem para ler: "A crítica é cerrada. Faça o mesmo."

Ter Set 26, 11:48:00 PM  
Anonymous Anónimo said...

...onde se lê pela segunda vez "um rato" deve ler-se uma montanha: falta de preview!

Ter Set 26, 11:50:00 PM  
Anonymous redactores said...

Caro leitor anónimo vamos lhe chamar de "rato" para facilitar as coisas...
É possível que os redactores tenham mandado para a p... que pariu o "rato".

Qua Set 27, 05:45:00 PM  

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